Lúcifer era o anjo mais belo de todos

Por: Ezequiel Rocha

As proximidades de 1840, St. Paul’s Cathedral, em Liège, pediu-se aos irmãos Joseph e Guillaume, artistas e escultores para criar algo representativo o triunfo de Deus sobre a engenharia do mal.

Eles então esculpiram Lúcifer acorrentado, triste, chorando, que representa “O triunfo de Deus sobre a Engenharia do Mal” e esculpiram também “O anjo do mal“.

Lúcifer (em latim significa “portador de luz“) era o anjo mais belo de todos. Mas ao ver a sua autoridade e sua beleza a vaidade fez dele querer estar acima de Deus. Ele é corrompido e perverso, no seu coração. Lúcifer juntou e amotinou um exército de anjos contra Deus. Deus o Criador é o autor de toda vida, toda criatura que se rebrela contra Ele, morre, não porque Deus o mata, morre porque livremente saiu da vida de Deus. Na punição, Lúcifer e os seus anjos foram expulsos do Céu, e lançados no inferno eternamente.

O dragão ou Satanás é aquele que engana todo o planeta habitado.

O diabo, espírito do mal, desde a era medieval é muitas vezes representada como um monstro humano, com essa figura terrificante longas orelhas, chifres, rosto desfigurado, pés de cabra e uma longa cauda.

Este anjo caído tem poder para mudar sua aparência para seduzir, lhe é natural ser mau, mentir, enganar, roubar, matar, essa é sua natureza.

Seu nome é Lúcifer, é o nome que tinha quando era o anjo mais belo de todos.Após sua queda e seu nome foi mudado, e despojados de sua autoridade. Deixou de ser o portador da luz, foi condenado a prisão das trevas.

É conhecido por muitos nomes:

Demônio, belzebu, Belial, Mefisto. Diabo em grego está escrito “Diabolo”, o que significa acusador e caluniador.

Seus títulos são numerosos, como o príncipe deste mundo, o príncipe das trevas, o mentiroso, Satã, besta, capeta, coisa-ruim, cão, demo, o tentador, o chefe dos demônios, o capitão do diabo, o acusador, o caluniador, a leoa rugindo, o cara lá de baixo, o porrada, o danado, besta fera, 666, o anticristo, a estrela da manhã.

A estátua dos irmãos Joseph e Guillaume, foi criada para representar o “anjo do mal” que se disfarça como quer, ele pode aparecer feio, monstruoso ou bonito em forma masculina ou feminina.

http://noticiasculturaetudo.files.wordpress.com/2007/11/000c86bw.jpg http://static.hsw.com.br/gif/simpsons-31.jpghttp://compullsiva.zip.net/images/Neyara.Bruxinha.esqueleto.gif http://i12.photobucket.com/albums/a221/josinojr/frigideira/frigideira-bruxasexy.jpg

http://brasil.indymedia.org/images/2008/05/418594.jpg O icone nazista http://img.photobucket.com/albums/0903/fotos/SocialismoIgualNazismoAoQuadrado.gif

Sem esquecer que Lúcifer gosta de se esconder onde está reinando usando diversos símbolos:

Em 1843 a St. Paul’s Cathedral, os líderes apelaram para a retirada da representação do diabo.

Muito sedutora, que causou indignação, muitos paroquianos não compareciam para ouvir a boa palavra, mas para ver a escultura, ficavam distraídos com a estátua.

Em 1844, depois de um artigo publicado pelo jornal “emancipação”, no qual exibiu “o diabo é demasiado sublime” capaz de representar bem o mal. O conselho da Catedral pediu a Guillaume Geefs, irmão de José Geefs para criar uma versão mais nova representante do mal.

E desta forma Guillaume Geefs concebida e levada a cabo a criação de algo mais representativo do mal com o seu trabalho “a engenharia do mal”.

Detalhes: Na estátua pode ser visto por dois pequenos chifres que se encontram no seu cabelo, com um semblante que leva a pensar, e um símbolo muito representativo é a coroa fora da cabeça e o cetro quebrado, simbolizando a perda da autoridade que Lúcifer tinha antes de virar demônio.

Hoje, a escultura: “O anjo do mal” está no Museu Real das Belas Artes, em Bruxelas, na Bélgica, e a escultura: “A engenharia do mal” na Catedral de Liége.

Lemos no Apocalipse:

“Na minha visão ouvi também, ao redor do trono, dos Animais e dos Anciãos, a voz de muitos anjos, em número de miríades de miríades e de milhares de milhares, bradando em alta voz: Digno é o Cordeiro imolado de receber o poder, a riqueza, a sabedoria, a força, a glória, a honra e o louvor.

E todas as criaturas que estão no céu, na terra, debaixo da terra e no mar, e tudo que contêm, eu as ouvi clamar: Àquele que se assenta no trono e ao Cordeiro, louvor, honra, glória e poder pelos séculos dos séculos.
E os quatro Animais diziam: Amém! Os Anciãos prostravam-se e adoravam”. (Ap 5, 11-14).

. Ressoaram então no céu altas vozes que diziam:

O império de nosso Senhor e de seu Cristo estabeleceu-se sobre o mundo, e ele reinará pelos séculos dos séculos.

Os vinte e quatro Anciãos, que se assentam nos seus tronos diante de Deus, prostraram-se de rosto em terra e adoraram a Deus, dizendo: Graças te damos, Senhor, Deus Dominador, que és e que eras, porque assumiste a plenitude de teu poder real.
Irritaram-se os pagãos, mas eis que sobreveio a tua ira e o tempo de julgar os mortos, de dar a recompensa aos teus servos, aos profetas, aos santos, aos que temem o teu nome, pequenos e grandes, e de exterminar os que corromperam a terra.
Abriu-se o templo de Deus no céu e apareceu, no seu templo, a arca do seu testamento. Houve relâmpagos, vozes, trovões, terremotos e forte saraiva”. (Ap 11, 15-19)

“Apareceu em seguida um grande sinal no céu: uma Mulher revestida do sol, a lua debaixo dos seus pés e na cabeça uma coroa de doze estrelas.

Estava grávida e gritava de dores, sentindo as angústias de dar à luz.

Depois apareceu outro sinal no céu: um grande Dragão vermelho, com sete cabeças e dez chifres, e nas cabeças sete coroas.

Varria com sua cauda uma terça parte das estrelas do céu, e as atirou à terra. Esse Dragão deteve-se diante da Mulher que estava para dar à luz, a fim de que, quando ela desse à luz, lhe devorasse o filho.

Anjo caindo

Ela deu à luz um Filho, um menino, aquele que deve reger todas as nações pagãs com cetro de ferro. Mas seu Filho foi arrebatado para junto de Deus e do seu trono.

A Mulher fugiu então para o deserto, onde Deus lhe tinha preparado um retiro para aí ser sustentada por mil duzentos e sessenta dias.

Houve uma batalha no céu.

Miguel e seus anjos tiveram de combater o Dragão. O Dragão e seus anjos travaram combate, mas não prevaleceram. E já não houve lugar no céu para eles.

Foi então precipitado o grande Dragão, a primitiva Serpente, chamado Demônio e Satanás, o sedutor do mundo inteiro. Foi precipitado na terra, e com ele os seus anjos.

Eu ouvi no céu uma voz forte que dizia: Agora chegou a salvação, o poder e a realeza de nosso Deus, assim como a autoridade de seu Cristo, porque foi precipitado o acusador de nossos irmãos, que os acusava, dia e noite, diante do nosso Deus.

Mas estes venceram-no por causa do sangue do Cordeiro e de seu eloqüente testemunho. Desprezaram a vida até aceitar a morte.

Por isso alegrai-vos, ó céus, e todos que aí habitais. Mas, ó terra e mar, cuidado! Porque o Demônio desceu para vós, cheio de grande ira, sabendo que pouco tempo lhe resta.

O Dragão, vendo que fora precipitado na terra, perseguiu a Mulher que dera à luz o Menino.

Mas à Mulher foram dadas duas asas de grande águia, a fim de voar para o deserto, para o lugar de seu retiro, onde é alimentada por um tempo, dois tempos e a metade de um tempo, fora do alcance da cabeça da Serpente.

A Serpente vomitou contra a Mulher um rio de água, para fazê-la submergir.

A terra, porém, acudiu à Mulher, abrindo a boca para engolir o rio que o Dragão vomitara.

Este, então, se irritou contra a Mulher e foi fazer guerra ao resto de sua descendência, aos que guardam os mandamentos de Deus e têm o testemunho de Jesus.

E ele se estabeleceu na praia”. (Ap 12)

O cristianismo, o judaísmo e o islamismo, concordam com a história sobre os Anjos rebeldes e sua punição.
Lúcifer é o trabalho do italiano Constantino Corti 1867

A CRIAÇÃO E A QUEDA
(por santo Atanásio)

Em nosso Livro anterior tratamos suficientemente sobre alguns dos principais pontos do culto pagão dos ídolos, e como estes falsos deuses surgiram originalmente. Nós também, pela graça de Deus, indicamos brevemente que o Verbo do Pai é Ele mesmo divino, que todas as coisas que existem devem seu próprio ser à sua vontade e poder e que é através dEle que o Pai dá ordem à criação, por Ele que todas as coisas são movidas e através dEle que recebem o seu ser.

Agora, Macário, verdadeiro amante de Cristo, devemos dar um passo a mais na fé de nossa sagrada religião e considerar também como o Verbo se fêz homem e surgiu entre nós. Para tratar destes assuntos é necessário primeiro que nos lembremos do que já foi dito. Deves entender por que o Verbo do Pai, tão grande e tão elevado, se manifestou em forma corporal. Ele não assumiu um corpo como algo condizente com a sua própria natureza, mas, muito ao contrário, na medida em que Ele é Verbo, Ele é sem corpo. Manifestou-se em um corpo humano por esta única razão, por causa do amor e da bondade de seu Pai, pela salvação de nós homens.

Começaremos, portanto, com a criação do mundo e com Deus seu Criador, pois o primeiro fato que deves entender é este: a renovação da Criação foi levada a efeito pelo mesmo Verbo que a criou em seu início. Em relação à criação do Universo e à criação de todas as coisas têm havido uma diversidade de opiniões, e cada pessoa tem proposto a teoria que bem lhe apraz. Por exemplo, alguns dizem que todas as coisas são auto originadas e, por assim dizer, totalmente ao acaso. Entre estes estão os Epicúreos, os quais negam terminantemente que haja alguma Inteligência anterior ao Universo. Outros fazem seu o ponto de vista expressado por Platão, aquele gigante entre os Gregos. Ele disse que Deus fêz todas as coisas da matéria pre-existente e incriada, assim como o carpinteiro faz as suas obras da madeira que já existe. Mas os que sustentam esta opinião não se dão conta que negar que Deus seja Ele próprio a causa da matéria significa atribuir-Lhe uma limitação, assim como é indubitavelmente uma limitação por parte do carpinteiro que ele não possa fazer nada a não ser que lhe esteja disponível a madeira. Então, finalmente, temos a teoria dos Gnósticos, que inventaram para si mesmos um Artífice de todas as coisas, outro que não o Pai de nosso Senhor Jesus Cristo. Estes simplesmente fecham os seus olhos para o sentido óbvio das Sagradas Escrituras. Tais são as noções que os homens têm elaborado. Mas pelo divino ensinamento da fé cristã nós sabemos que, pelo fato de haver uma Inteligência anterior ao Universo, este não se originou a si mesmo; por ser Deus infinito, e não finito, o Universo não foi feito de uma matéria pré-existente, mas do nada e da absoluta e total não existência, de onde Deus o trouxe ao ser através do Verbo.
Ele diz, neste sentido, no Gênesis:

“No início Deus criou o Céu e a Terra“;

e novamente, através daquele valiosíssimo livro ao qual chamamos “O Pastor”:

“Crêde primeiro e antes de tudo o mais que há apenas um só Deus o qual criou e ordenou a todas as coisas trazendo-as da não existência ao ser.”

Paulo também indica a mesma coisa quando nos diz:

“Pela fé conhecemos que o mundo foi formado pela Palavra de Deus, de tal modo que as coisas visíveis provieram das coisas invisíveis”. (Heb. 11, 3)

Pois Deus é bom, ou antes, Ele é a fonte de toda a bondade, e é impossível por isso que Ele deva algo a alguém. Não devendo a existência a ninguém, Ele criou a todas as coisas do nada mediante seu próprio Verbo, nosso Senhor Jesus Cristo, e de todas as suas criaturas terrenas ele reservou um cuidado especial para a raça humana. A eles que, como animais, eram essencialmente impermanentes, Deus concedeu uma graça de que as demais criaturas estavam privadas, isto é, a marca de sua própria Imagem, uma participação no ser racional do próprio Verbo, de tal modo que, refletindo-O, eles mesmos se tornariam racionais expressando a Inteligência de Deus tanto quanto o próprio Verbo, embora em grau limitado. Deste modo, os homens poderiam continuar para sempre na bem aventurada e única verdadeira vida dos santos no paraíso. Como a vontade do homem poderia, porém, voltar-se para vários caminhos, Deus assegurou-lhes esta graça que lhes havia concedido condicionando-a desde o início a duas coisas. Se eles guardassem a graça e retivessem o amor de sua inocência original, então a vida do paraíso seria sua, sem tristeza, dor ou cuidados, e após ela haveria a certeza da imortalidade no céu. Mas se eles se desviassem do caminho e se tornassem vis, desprezando seu direito natal à beleza, então viriam a cair sob a lei natural da morte e viveriam não mais no paraíso, mas, morrendo fora dele, continuariam na morte e na corrupção. Isto é o que a Sagrada Escritura nos ensina, ao proclamar a ordem de Deus:

“De todas as árvores que estão no jardim vós certamente comereis, mas da árvore do conhecimento do bem e do mal não havereis de comer, pois certamente havereis de morrer”.

“Certamente havereis de morrer”, isto é, não apenas morrereis, mas permanecereis no estado de morte e corrupção. Estarás talvez a divagar por que motivo estamos discutindo a origem do homem se nos propusemos a falar sobre o Verbo que se fêz homem. O primeiro assunto é de importância para o último por este motivo: foi justamente o nosso lamentável estado que fêz com que o Verbo se rebaixasse, foi nossa transgressão que tocou o seu amor por nós. Pois Deus havia feito o homem daquela maneira e havia querido que ele permanecesse na incorrupção. Os homens, porém, tendo voltado da contemplação de Deus para o mal que eles próprios inventaram, caíram inevitavelmente sob a lei da morte. Em vez de permanecerem no estado em que Deus os havia criado, entraram em um processo de uma completa degeneração e a morte os tomou inteiramente sob o seu domínio. Pois a transgressão do mandamento os estava fazendo retornarem ao que eles eram segundo a sua natureza, e assim como no início eles haviam sido trazidos ao ser a partir da não existência, passaram a trilhar, pela degeneração, o caminho de volta para a não existência. A presença e o amor do Verbo os havia chamado ao ser; inevitavelmente, então, quando eles perderam o conhecimento de Deus, juntamente com este eles perderam também a sua existência. Pois é somente Deus que existe, o mal é o não-ser, a negação e a antítese do bem. Pela natureza, de fato, o homem é mortal, já que ele foi feito do nada; mas ele traz também consigo a Semelhança dAquele Que É, e se ele preservar esta Semelhança através da contemplação constante, então sua natureza seria despojada de seu poder e ele permaneceria indegenerescente. De fato, é isto o que vemos escrito no Livro da
Sabedoria:

“A observância de Suas Leis é a garantia da imortalidade”. (Sab. 6, 18)

E, incorrompido, o homem seria como Deus, conforme o diz a própria Escritura, onde afirma:

“Eu disse:

“Sois deuses, e todos filhos do Altíssimo.

Mas vós como homens morrereis, caireis como um príncipe qualquer’”. (Salmo 81, 6)

Esta, portanto, era a condição do homem. Deus não apenas o havia feito do nada, mas também lhe tinha graciosamente concedido a Sua própria vida pela graça do Verbo. Os homens, porém, voltando-se das coisas eternas para as coisas corruptíveis, pelo conselho do demônio, se tornaram a causa de sua própria degeneração para a morte, porque, conforme dissemos antes, embora eles fossem por natureza sujeitos à corrupção, a graça de sua união com o Verbo os tornava capazes de escapar na lei natural, desde que eles retivessem a beleza da inocência com a qual haviam sido criados. Isto é o mesmo que dizer que a presença do Verbo junto a eles lhes fazia de escudo, protegendo-os até mesmo da degeneração natural, conforme também o diz o Livro da Sabedoria:

“Deus criou o homem para a imortalidade e como uma imagem de sua própria eternidade; mas pela inveja do demônio entrou no mundo a morte”. (Sab. 2, 23)

Quando isto aconteceu os homens começaram a morrer e a corrupção correu solta entre eles, tomou poder sobre os mesmos até mais do que seria de se esperar pela natureza, sendo esta a penalidade sobre a qual Deus os havia avisado prevenindo-os acerca da transgressão do mandamento. Na verdade, em seus pecados os homens superaram todos os limites. No início inventaram a maldade; envolvendo-se desta maneira na morte e na corrupção, passaram a caminhar gradualmente de mal a pior, não se detendo em nenhum grau de malícia, mas, como se estivessem dominados por uma insaciável apetite, continuamente inventando novo tipos de pecados. Os adultérios e os roubos se espalharam por todos os lugares, os assassinatos e as rapinas encheram a terra, a lei foi desrespeitada para dar lugar à corrupção e à injustiça, todos os tipos de iniqüidades foram praticados por todos, tanto individualmente como em comum. Cidades fizeram guerra contra cidades, nações se levantaram contra nações, e toda a terra se viu repleta de divisões e lutas, enquanto cada um porfiava em superar o outro em malícia. Até os crimes contrários à natureza não foram desconhecidos, conforme no-lo diz o Apóstolo mártir de Cristo:

“Suas próprias mulheres mudaram o uso natural em outro uso, que é contra a natureza; e os homens também, deixando o uso natural da mulher, arderam nos seus desejos um para com o outro, cometendo atos vergonhosos com o seu próprio sexo,e recebendo em suas próprias pessoas a recompensa devida pela sua perversidade”. (Rom. 1, 26-7)

O anjo caído de Ricardo Bellver

A escultura chamado O anjo caído cuja versão foi feita em gesso estuque em 1877.
O Estado espanhol adquiriu a peça de gesso e, posteriormente, decidiu a dar fundida em bronze e alcançou acervo com Bellver que desejava mesclar seu trabalho em Roma. Posteriormente Bellver aceitou as condições apresentadas.

Finalmente, o trabalho foi fundida em bronze em Paris para a Exposição Universal de 1878. Nesta exposição são aceitas apenas esculturas em mármore ou de bronze e assim começaram as formalidades para a obtenção desse metal. O modelo em gesso foi comprado em 1879 por decreto real de 4500 Pesetas depois de ter ganho um prêmio na Exposição Nacional de 1878. O custo do bronze foi 10.000 Libras. Posteriormente, a escultura foi dada à Câmara Municipal de Madrid e posteriormente colocados no Parque del Buen Retiro, em 31 de outubro de 1879. O destino final dos trabalhos em gesso Bellver é desconhecida.

Uma cópia exata de resina poliéster na obra de Bellver situa-se no Museo de la Real Academia de Belas Artes de San Fernando, Madri.

Uma representação de Adão e Eva.

DEMÔNIO X CASAIS

O amor não escapa aos ataques do tempo!

No amor conjugal, o segredo é não lutar contra a idade, mas sim, estar em união com ela, tal é a regra da sabedoria. A infância do amor conjugal. Ao início é, sobretudo, alegria e esperança. O amor é novo e está intacto. Os dois vivem em estado de descoberta permanente. Entretanto, o amor não escapa aos ataques do tempo. Uma primeira crise, a da desilusão, sacode o lar nascente. O demônio da desilusão faz com que a imagem ideal, que um havia construído do outro, comece a desvanecer-se. Para vencer esta crise terão que se aceitar em suas imperfeições. Nessa fase, o matrimônio se constitui realmente.

A juventude do amor. Ao final da fase de adaptação, um mútuo conhecimento impede maiores atritos. O amor se instala. Mas, se a crise da desilusão não foi superada, o tempo precipita a segunda crise, a do silêncio. Se o demônio mudo se apodera dos dois, estes caem em uma espécie de letargia. O casal vive, então, em retrocesso, sem crescer, sem um ritmo seguro, sem dinamismo. Vencer esta segunda crise é indispensável para que o amor sobreviva.

A maturidade do amor. Por volta dos 15 anos de vida conjugal, os esposos adquiriram maturidade. Com uma juventude madura vivem com serenidade. São os anos mais belos da vida conjugal. Já não se fala de felicidade, como quando se é jovem, simplesmente se é feliz. Mas, também pode produzir-se o contrário, se não encontraram o caminho do diálogo e de sua unidade. Uma terceira crise, com freqüência fatal, é a da indiferença. O amor se transformou em hábito, o hábito em rotina, e a rotina, enfim, em indiferença. Vive-se junto ao outro, mas os corações já não estão em contato: o tempo paralisou ou inclusive matou o amor. A vida em comum não é mais que uma aparência que se mantém, seja por obrigação, já que há os filhos, seja por conveniência social.

Com o demônio da indiferença instalado, sempre existe lugar para um novo amor e, por isso, para a infidelidade e a separação.

O “meio-dia” do amor. Entre os 45 e 50 anos, surge um novo perigo. Em ambos é o difícil momento das mudanças físicas e psicológicas. A mulher perde um atributo de sua feminilidade: a fecundidade. O homem vai perdendo um caráter de sua virilidade: o vigor sexual. Mas, antes que se produza esse declive, muitas vezes se dá uma espécie de volta à adolescência.

A essa crise da metade da vida chamamos de: demônio do meio-dia. Se o matrimônio entra nessa etapa minado pela indiferença e pela rotina, o demônio do meio-dia tem grandes possibilidades de triunfar.

O renascimento do amor. Se o casal soube superar essa época turbulenta, entra num período de uma segunda maturidade. É o crepúsculo do amor, o momento em que o matrimônio desfruta da unidade conquistada, de una harmonia, profunda e de uma nova paz. É a hora de uma felicidade serena, sem choques e sem conflitos. O tempo, que não perdoa, oferece então aos cônjuges a inapreciável recompensa do renascimento do amor.

O repouso do amor. Virá, por último, a hora do repouso em que –envelhecidos no amor – ambos só terão reconhecimento um para o outro. Nem sequer a dolorosa perspectiva da morte poderá perturbar a maturidade do amor. Haver-se amado até o final converte a morte num ápice, numa vitória. Diante dos homens, como diante de Deus, não existe um amor mais perfeito que o de dois seres que envelheceram juntos e que deram a mão para vencer as últimas dificuldades, para gozar das últimas claridades do dia.

Perguntas para a reflexão

1. Algum desses demônios me é conhecido?
2. Que posso fazer para enfrentá-los?
3. Como andamos com o diálogo conjugal?

Padre Nicolás Schwizer

Fonte: misericordia.com.br/
O IMPORTANTE SENHOR DIABO E A MAGIA DAS UNHAS

“Era uma vez um homem que tinha muitos filhos. Tantos, que não sabia a quem convidar para compadre. Quando nasceu o último, falou: “Mulher! Eu vou sair para arranjar um padrinho para o nosso filho. Convido o primeiro que aparecer, nem que seja o diabo.”
(Ruth Guimarães, in Os filhos do medo)

O diabo e toda a sua corte de demônios tentadores têm participação excepcional na vida educacional da família sertaneja do Nordeste. O problema assim posto, mais por curiosidade folclórica do que propriamente por discussão pedagógica, revela ângulos divertidos e curiosos que precisam, a vagar, ser esclarecidos, revelados por estudiosos da matéria.

O mais estranho de tudo isso é que a igreja, que detém sob a sua responsabilidade a educação cristã da gente interiorana, através do trabalho missionário, das pregações, levando a palavra do Senhor aos recantos mais distantes ensina exatamente a destruição do Satanás, o combate a este como triunfo alcançado por boas obras que redimem a criatura de pecados cometidos. E por que, indagamos então, prossegue o demônio sendo o personagem mais lembrado nas conversas familiares do sertão, a ponto de sua nomeação ser invocada em quase todos os momentos.

Diabo e Inferno são duas constantes ao redor da pacata existência familiar dos sertões. Desde cedo as crianças adaptam-se às condições de uma educação doméstica, que diríamos “infernal”. Primeiro invocar o cão não causa surpresa a ninguém. E até os padres, principalmente os que descendem em linha direta de famílias sertanejas, sob o peso da influência ancestral, inocentemente o invocam.

Satanás é grito de guerra das crianças. Se levam um tombo, se dão topada, a imprecação preferida, antes de outra qualquer, será está: Diabo!

Os pais se acostumam a referir aos filhos, quando os contrariam, mais ou menos nestes termos: “Aquele diabinho, não tinha o que fazer, foi cegar o fio do machado!” Em outras circunstâncias: “Aquilo não é menino, é o diabo em figura de gente“.

Procurando o filho, muitas vezes, é comum ouvir-se aos pais:

- Ó mulher, onde se escondeu o diabo do Zé?

Diante de repetidas invocações ao tinhoso, criam-se as crianças sujeitas a uma situação estranha, à qual, aos poucos, vão-se acostumando. É difícil entrar na compreensão infantil todo o mal que o diabo pode causar-lhes, mesmo porque é ele um personagem de convivência familiar, braço forte para determinados auxílios e rasteira para desprevenir as criaturas.

O diabo, nesse arcabouço educacional do sertão, não é só o desencaminhador de almas, o anjo expulso pelo Senhor por iniqüidades, mas figura aproximada do herói, espécie de Pedro Malazarte que vence os outros, ou o próprio João Felpudo.

Só mesmo essa conceituação demoníaca poderia permitir a coexistência pacífica de ambos (cão e criança) na vida comunitária rural. E enquanto vai crescendo o rebento da casa, pondo-se taludinho, como se diz entre nós, o rapazinho capitaliza uma série de histórias que se lhe contam a propósito do demônio, homenzinho esquisito que acaba sendo padrinho de meninos, disfarçado em velho, à boca da noite, a transviar as almas inocentes.

O culto ao diabo sofre manipulação de simpatia diária, a ponto de existir um provérbio que corre, com pasmosa freqüência, na voz do povo, a sublinhar exatamente esse estranho conceito: – O diabo não é tão feio como se pinta. Sim, o diabo não pode ser tão indesejável, pois é o ajudante, o secretário da família inteira. É nome argüido à hora dos aperreios, quando alguém necessita de auxílio. Surge nas discussões, nas conversas sérias, nos momentos de deboche Afinal, está em toda parte, ostensivamente perverso ou simplesmente tolerante às vezes.

Em certas ocasiões é somente o bicho, o coisa, o demo, o preto, o sujo, o pé de cabra, o pé de pato, o capiroto, chifrudo, ferrabrás, cujo, futrico, feio, nojento, bruxo, beiçudo, mau, negrão, peitica, condenado, afuleimado, imundo, excomungado, coxo, fute, capenga, maldito, rabudo, etc., etc.

Criado nesse contato com o demônio, a criança sertaneja – e podemos estender o raciocínio à educação inclusive dos centros urbanos mais adiantados – torna-se altamente receptível ao folclore que dele se origina, ajudando a propagá-lo entre amigos, e, posteriormente, na fase adulta, entre os próprios filhos.

O que se não pode negar, em sã consciência, é a importância do demônio, ou em outras palavras, a sua privilegiada posição de formação no caráter infantil. O problema não é só curioso, conforme entendemos, nem servirá simplesmente para subsidiar uma pesquisa de fundo sociológico. Andariam bem intencionados os professores, principalmente os especialistas no assunto que desejassem encontrar nessa distorção da educação doméstica do sertanejo vastíssimo campo para estudos de ordem científica.

O folclore, nessas ocasiões, está sempre presente, o que nos faz lembrar outro tema, o da magia das unhas, que serve até para corrigir criança desmazelada, infensa ao asseio, ao cuidado íntimo.

Menino de unhas compridas e sujas, se foi criado no nordeste brasileiro, por certo há de ter ouvido estas palavras dos lábios de sua genitora: “Daqui a pouco tu vira o João Felpudo, que foi morto pelos caçadores porque pensaram que ele era um bicho”. João Felpudo, conta a estória, era um menino rebelde que nunca consentira em tomar banho, aparar as unhas, pentear ou cortar os cabelos. Vivia dentro do mato, acovilado, focinhando como os porcos, até que um dia foi abatido a tiros por um caçador.

Não herdamos apenas daí, é evidente, o respeito e atenção devotados às unhas. A feitiçaria, através dos tempos, a partir da Idade Média, quando aos olhos dos mais crédulos a medicina pareceu fracassar ao adotar os excretos no tratamento da “botica repugnante”, não esqueceu nessa oportunidade a apara de unhas, terrível substância que toma posição definida na salvação da criatura humana mas no mal que deseja a outrem.

As garras – unhas aguçadas de feras – não compuseram noutras eras o quadro de luta entre os deuses, mas contribuíram para a formação de estranhas meizinhas e amuletos de proclamada força contra os elementos do mal que lhe rondavam os corpos sãos.

Do conceito em que são tidas as unhas, de certo modo é que herdamos uma série de frases amiúde escutadas à boca do homem do campo:

– Agarrou-se com unhas e dentes;
– Aquilo é um sabidão; dá uma unhada e esconde a unha.
– Fulano tem coragem de pegar touro a unha…
– É um besta. Pegou o pião na unha.

Diz-se também a propósito de pessoa sovina, que, no Nordeste, assume o designativo de “rezina”: – é tão miserável que não passa de “unha de fome”…

No terreno das proibições, ninguém pode cortar unha às segundas-feiras. Falam que esse dia é consagrado às almas, quem assim fizer, está em desarmonia com elas, atitude que não desejam tomar os meninos, de modo algum. Na ordem dos feitiços é perigoso ingerir qualquer beberagem na qual tenha-se posto rapa de unha cortada…

– Não há veneno maior. A pessoa morre logo.

A respeito anotamos a expressão:

– Rapa de unha dentro do café, avexa o cristão.

Ruth Guimarães autora de excelente obra, Os filhos do medo, no capítulo intitulado “Princípios de magia pontaminante”, faz referências às unhas: – Na feitiçaria, o sinal dos dentes num miolo de pão, a sombra, as roupas, o cabelo, as unhas, o nome, servem para fazer mal à distância.

Ainda a propósito de não recomendar o corte de unhas em determinados dias, aludo à superstição que “não presta cortar as unhas na Sexta-Feira Santa, porque o demônio levará as aparas para o inferno e terá poder sobre a alma do dono das unhas”. E nos adianta mais: “Na superstição portuguesa (Consiglier, Pedroso)

– não se deve cortar unhas na sexta-feira, porque nesse dia está o diabo cortando as suas também”.

Os tasmânios, que segundo Brewton Berry, ignoravam tudo a respeito de vestimenta, casas, agricultura, criação de animais domésticos, etc., etc., “em se tratando de amuletos e feitiços, não havia nada de primitivo entre eles. Sabiam que os ossos do morto podiam ser usados para curar doenças, satisfazer vinganças contra os inimigos e impedir má influência. Entendiam de magia negra: sabiam que obtendo de um inimigo um fio de cabelo, aparas de unha (o grifo é nosso), ou qualquer outra coisa, poderiam livrar-se dele…”

O sertanejo não é ingênuo a ponto de permitir que outros recolham aparas de suas unhas. Teme sejam estas utilizadas contra a própria vida. Já ouvi narrativas de casos em que homens, descuidados nesse tocante, não se aperceberam que criaturas perversas apoderavam-se das aparas para fabricar filtros ou porções de amor…

O senhor Félix Molina-Tellez (em El mito, la leyenda e el hombre) registra que no interior da Argentina, “las unas del gato soltero son buenas para conquistar el ser querido, disuletas en el mate“, o que nos serve elementos para confirmar que a utilização das aparas de unhas, quer de pessoas ou de animais, está representada no folclore do mundo inteiro.

As crianças do Ceará, amiúde, descobrem os amiguinhos mentirosos pelas pequenas manchas brancas que, por insuficiência orgânica, possivelmente de cálcio, surgem na parte posterior das unhas.

– Vamos ver quem tem mentido mais?

Cada mancha branca expressa uma inverdade. Mais mentiroso será aquele que tiver maior número de sinais sobre as unhas das mãos. Quando o sinal, com o crescimento normal das unhas, vai-se aproximando da área de eliminação pelo corte da tesourinha, dá motivo a comentários:

– A mentira ‘stá se sumindo. É sinal de que Deus esqueceu.
– Estou ficando sem “mentiras“.

Mas nunca as crianças ficam sem elas.

(Campos, Eduardo. Contador de musa e viola. p.129-133)
Nomes de demônios

Adramelech – demônio sumeriano.
Ahpuch – demônio maia.
Ahriman – demônio mazdeano.
Amon – Deus egípcio da vida e reprodução, com cabeça de carneiro.
Apollyon – sinônimo grego para Satan, o arquidêmonio.
Asmodeus – demônio hebreu da sensualidade e luxuria, originalmente “criatura do julgamento”.
Astaroth – deusa fenícia da lascívia, equivalente da Ishtar babilônica.
Azazel – (hebreu) instruiu os homens a criarem armas de guerra, introduziu os cosméticos.
Baalberith – senhor canaanita da Convenção, que se tornou mais tarde um demônio.
Balaam – demônio grego da avareza e cobiça.
Baphomet – adorado pelos Templários como símbolo de Satan.
Bast – deusa egípcia do prazer representada pelo gato.
Beelzebuth – (hebreu) senhor das moscas, tomada do simbolismo do escaravelho.
Behemoth – personificação hebraica de Satan na forma de um elefante.
Beherit – nome sírio para Satan.
Bile – deus celta do inferno.
Chemosh – deus nacional de Moabites, mais tarde um demônio.
Cimeries – monta um cavalo negro e rege a África.
Coyote – demônio do índio americano.
Dagon – demônio filisteu vingativo do mar.
Damballa – deusa serpente do Vodu.
Demogorgon – nome grego para demonio, diz-se que não seria conhecido pelos mortais .
Diabolus – (grego) “fluindo para baixo”.
Dracula – nome romeno para demônio.
Emma- O – regente japonês do inferno.
Euronymous – príncipe grego da morte.
Fenriz – filho de Loki, descrito como um lobo.
Gorgo – diminutivo de Demogorgon, nome grego para demônio.
Haborym – sinônimo grego para Satan.
Hecate – deusa grega do mundo subterrâneo e feitiçaria.
Ishtar – deusa babilônica da fertilidade.
Kali – (hindu) filha de Shiva, alta sacerdotisa de Thuggees.
Lilith – demonio feminino hebraico, primeira mulher de Adão que lhe ensinou as cordas.
Loki – demônio teutônico.
Mammon – deus aramaico da riqueza e do lucro.
Mania – deusa etrusca do inferno.
Mantus – deus etrusco do inferno.
Marduk – deus da cidade de Babilônia.
Mastema – sinônimo hebreu para Satan.
Melek Taus – demônio yesidi.
Mephistopheles – (grego) quem evita luz, Faustus.
Metzli – deusa astecas da noite.
Mictian – deus astecas da morte.
Midgard – filho de Loki, descrito como uma serpente.
Milcom – demônio amonita.
Moloch – demônio fenício e canaanita.
Mormo – (grego) rei dos Ghouls, consorte de Hecate.
Naamah – demônio feminino grego da sedução.
Nergal – deus babilônico do Hades.
Nihasa – demônio do índio americano.
Nija – deus polaco do mundo subterrâneo.
O-Yama – nome japonês para Satan.
Pan – deus grego da luxuria, depois relegado ao demonismo.
Pluto – deus grego do mundo subterrâneo.
Proserpine – rainha grega do mundo subterrâneo.
Pwcca – nome galês para Satan.
Rimmon – demônio sírio adorado em Damasco.
Sabazios – demonio frigio, identificado com Dyonisus, adorado como serpente.
Saitan – equivalente enoquiano de Satan.
Sammael – (hebreu) “Veneno de Deus”.
Samnu – demônio da Ásia Central.
Sedit – demônio do índio americano.
Sekhmet – deusa egípcia da vingança.
Set – demonio egipcio.
Shaitan – nome arabe para Satan.
Shiva – o destruidor.
Supay – deus inca do mundo subterrâneo.
T’an-mo – contraparte chinesa para demônio, cobiça, desejo.
Tchort – nome russo para Satan, “Deus Negro”.
Tezcatlipoca – nome astecas do inferno.
Thamuz – deus sumeriano que mais tarde foi relegado ao demonismo.
Thoth – deus egípcio da magia.
Tunrida – demônio feminino escandinavo.
Typhon – personificação grega de Satan.
Yaotzin – deus asteca do inferno.
Yen-lo-Wang – regente chinês do inferno.

Os demônios chamados deuses por muitos


Grécia

Parecido ao deus Cornudo celta. “pequeno deus” ; entidade provida de chifres ; deus dos pés de bode ; muito antigo. Deidade dos bosques associada a deusas lunares. Exerce força negativa do mundo. Poderes criativos para fazer o mal na influência da lua, infertilidade e destruição mental em todas as suas formas onde esse demônio atua, música, espíritos da natureza, animais silvestres, dança, arte, teatro, medicina e profecia.

Espírito dos bosques, praças de cidades, terreiros de macumba, umbanda, dos campos e da infertilidade, filho de Hermes, mensageiro dos deuses, e da ninfa Dríope. Era metade animal, metade homem, com chifres, membros inferiores, cascos e orelhas de bode. Era uma divindade travessa, brincalhona, cínica, zombeteira, chafurdava a vida de quem lhe procurava e ria, era o deus dos pastores e rebanhos os quais os dispersava para ser procurado pelos seus donos e assim se apropriar de suas almas.

Um músico infernal, inspirador de musicas satânicas, acompanhava com sua flauta, as ninfas da floresta quando elas dançavam. O deus era galanteador, sensual, promiscuo, imoral, mas sempre rejeitado por causa de sua feiúra e imoralidade. Pã assombrava as montanhas e cavernas e assustava todos os lugares selvagens, mas seu local predileto era a Arcádia, onde nasceu. A palavra “pânico” se supõe derivar dos temores de viajantes que ouviam o som de sua flauta durante a solidão noturna. Ele protegia as florestas e os animais que nelas viviam , Pã é um espírito de demônio que se oferece para trabalhar, meditar e conversar com as pessoas, para deste modo desencaminhar da verdade os que amam a mentira.

Hécate

Grécia

A mais falsa, a disfarçada, rainha da noite dos pés de prata. Entidade da lua ruim, das horas escuras e do submundo. A anciã, rainha do mundo dos espíritos infernais. Espírito da Bruxaria, magia branca e preta, dos sortilégios bons e ruins, da astrologia, diva adoradora da serpente. Grande mãe e grande deusa da natureza, senhora da caçada selvagem, perversa e violenta. Faz por onde seus caçadores tenha, mortes semelhantes aos animais que matam.

Com as forças do demônio ela pode modificar idades, formas fisicas e rejuvenescer ou matar. Todos os que se sujeitam a esse processo envelhecem em 15 anos repentinamente ou são mortos secos ou gordos. É a terceira aparência da lua, a anciã (lua nova) reverenciada como a patrona da sabedoria, quando na realidade confunde, entorpece as mentes retirando todo bom conhecimento. Um de seus símbolos era o caldeirão. Uma imagem de três rostos representava seus três aspectos, era chamada então de Triformis. Suas imagens eram colocadas em bifurcações onde oferendas de cães, mel e ovelhas pretas eram deixadas nas noites de lua cheia. Adivinhação, bruxaria, espiritismo, astrologia, magia, bruxaria, contatos com os mortos e sacrifício de crianças ou animais eram executados nesses locais.

A mais antiga forma da Deusa Tríplice, seus festivais aconteciam à noite, à noite de tochas. Uma Deusa caçadora que conhecia seus caminhos no reino dos espíritos, todas as energias secretas da magia estavam a seu comando, controlava o nascimento, vida e morte de todos os seus adoradores ou de quem lhe procurava.

Deusa da escuridão, a filha do Titã Pérses e Astéria. Diferente de Ártemis, que representava o luar e o esplendor da noite, Hécate representava a sua escuridão e seus terrores. Em noites sem luar ela vagava pela terra com uma matilha de uivastes lobos fantasmas. Era a deusa da feitiçaria e era especialmente adorada por mágicos e feiticeiras, que sacrificavam cães e cordeiros negros e crianças a ela. Como deusa da encruzilhada, acreditava-se que Hécate e seu bando de cães assombravam lugares lúgubres que pareciam sinistros aos viajantes. Na arte, Hécate era freqüentemente representada tanto com três corpos ou três cabeças e com serpentes em torno de seu pescoço. Era uma Deusa do mal que lutava contra o bem.

Apollo

Grécia

Deus Solar, deus dos esportes, Deus da beleza e da arte, protetor dos rapazes.

Entidade solar, deus dos esportes, olimpíadas, espírito da beleza e da arte, protetor dos rapazes efeminados.

Filho de Zeus e Leto, filha de um Titã. Na lenda de Homero ele era considerado, principalmente, como o deus da profecia. Sua mentira mais desprezível estava em Delfos, o local onde matou a serpente Píton (Sucuri). Às vezes ele concedia o dom da mentira que chamava de profecia aos mortais que ele amava, tal como a princesa Cassandra, de Tróia. Apolo era músico e encantava os demônios com seu desempenho com a lira. Era também um arqueiro e corredor, sendo creditada a ele a primeira vitória nos Jogos Olímpicos.

Sua irmã gêmea, Ártemis, era a guardiã das falsas virgens e das mulheres jovens para as perder, e Apolo era o protetor especial dos rapazes efeminados. Era o deus da agricultura, da pocilga, do gado, da treva e da mentira. Ensinou aos humanos a arte da cura para que eles ficassem presos pelos demônios. Apolo era mau, intransigente e cruel. Na Ilíada de Homero, Apolo atendeu às orações do sacerdote Crísias para obter a libertação de sua filha das mãos do general grego Agamenon, atirando flechas envenenadas contra o exército grego. Ele também raptou e possuiu a jovem Creusa, princesa ateniense, e abandonou-a com seu filho que nascera da união. Talvez por causa de sua beleza e orgulho, Apolo era representado com mais freqüência na arte antiga que qualquer outra divindade.

Gaia

Oeste Europeu e Grécia

Gaia, era a grande mãe, a Terra Amplamente Fecundada, a Sacerdotisa da Primavera, a própria mãe terra. O grande centro em Delfos era dela antes de Apollo o assumir. Juramentos Sagrados eram constantemente feitos em seu nome. Ela possuía santuários em Dodona, Tegea Esparta e Athenas. Sua Sacerdotisa eras as Sibilas sagradas, as sábias Pítias e as devotas Melissae. Em seu caldeirão sagrado em Delfos as sacerdotisas atiravam cevadas e louros. Era a deusa do aborto, da separação de casamentos, da infertilidade feminina e agrícola, do sonho, pesadelos e transes, da adivinhação, de mentiras e falsas curas.

Afrodite

Grécia

Nascida da Espuma, deusa lunar ; Aquela que une corações que não se correspondem e os leva para o mal. A que veio do mar. Deusa ocidental. Era retratada como uma bela e voluptuosa mulher, de olhos azuis e cabelos lisos. Durante algum tempo seu nome era Marianna ou Le Mer ou seja “O Oceano”. Era chamada de virginal, porque se prostituía com muitos sem se comprometer com nenhum. Seduzia sem deixar seus seduzidos a desvirginarem. Sentia prazer em ver seus amantes querendo possuí-la sem que ela deixasse, apenas lhes dava esperanças de conseguirem e de que ela iria se entregar, mas nunca se entregava, assim muitos morreram aos seus pés fazendo sacrifícios que ela pedia. Era lésbica. Suas sacerdotisas não eram fisicamente virgens, mas celebravam ritos sexuais; os homens eram excluídos de muitos de seus rituais. Olíbano e Mirra eram queimados em seus templos.

O amor de mulheres, em qualquer forma, lhe era sagrado. Suas aves eram o corvo, o periquito, o cisne e a pomba (símbolo jônico) Deusa do desejo homossexual, beleza, prazer do amor físico, sensualidade, paixão, generosidade, afeto, fertilidade, criação contínua, renovação e toadas as espécies de parceiros e relacionamentos.

Freya

Noruega e Suécia

Dama, grande deusa, Mardoll ( aquela brilha sobre o mar ), deusa vanir. Senhora dos gatos, cachorros, cavalos, líder das Valkquírias, assumia diferentes formas, A Sábia ou “Vidente” que inspirava toda a poesia vazia, sem sentido.Treze era seu número e sexta – feira seu dia. Amor, beleza, animais, atividade sexual, nascimentos, cavalos, magia, sorte, vida longa, perversidades, encantamentos, pesadelos, insônias, depressão, bruxaria, riqueza e prosperidade do inferno com ouro, posses, transes, sabedoria para o mau, fertilidade de raízes ruins, lua, mar, morte, música, poesia, cartas, comunicações, escrita e estão relacionados a Freya.

Pertencente ao clã dos Vanir, é filha de Njord e Skadi, sendo irmã de Freyr. Senhora das lágrimas de ãmbar, senhora da dor, da amargura, da tristeza, senhora da música, primavera e flores, essa deusa é também por outro lado, guerreira, estando nos campos de batalha ao lado de Odin, recolhendo os guerreiros tombados em combate enganados pelos demônios para levá-los ao Volkvang (determinado lugar no inferno), seu palácio em Asgard, onde ela mesma lhes serve de cortesã. Senhora da arte xamânica do Seidhr, conjunto de práticas utilizadas por suas sacerdotisas (as Volvas, no caso também chamadas de Seidhkonas – praticantes do Seidhr), as quais, segundo a lenda, foram por ela mesma ensinadas a Odin. Possuidora do colar brisingamen, equivalente feminino do martelo de Thor, funcionando como proteção, paz e harmonia nos limites do Asgard.

Brigit

Irlanda

Poder, prosperidade, celebridade, fama, fortuna, saúde, felicidade e alegria humana por alguns anos e depois doença, desgraça, miséria, solidão, morte. Flecha flamejante de força. Chamada de “A Poetisa”. Geralmente referida como as Tríplices Brigits. As Três Damas Abençoadas da Bretanha. As Três Mães associada ao Imbolc. Seu clero exclusivamente feminino em Kildare contava com dezenove sacerdotisas, o número do grande ano celta e os números dos ciclos da Lua. Entidade do Lar, da escola, de maquiagens, habilidades e artes femininas, fertilidade, artes marciais, curas e curativos, médicos e medicina, campo e agricultura, criação de coisas, aprendizado esotérico, poesia, arte, adivinhação, magia, profecia, ferreiros, pactos com animais e satanás, sexo com animais, bruxaria, conhecimentos ocultos.

Eros

Grécia

O deus do amor, o cupido romano. Na mitologia antiga, era representado como uma das forças primitivas da natureza, o filho da zorra, da desordem, da confusão, do caos. É o demônio da desarmonia e da força negativa do universo. Passou a ser visto como um rapaz intenso e bonito, assistido por Pótos ( “ânsia”) ou Hímero ( “desejo”). Mais tarde a mitologia transformou-o no auxiliar constante de sua mãe, Afrodite, a deusa do amor. Na arte grega, Eros era retratado como um jovem alado, ligeiro e bonito, freqüentemente com olhos cobertos para simbolizar a cegueira do amor. Às vezes ele carregava uma flor, mais comumente um arco de prata e flechas, com o qual ele atirava dardos de desejo contra o peito de deuses e homens. Nas lendas e na arte romana, Eros degenerou numa criança maligna e freqüentemente era retratado como um bebê arqueiro, o que mata para o demônio.

Odin

Noruega

Odin era um colosso de múltiplos talentos infernais. O destruidor de cidades. O assassino de homens, mulheres, jovens, velhos e crianças. Antes de mais nada, era o deus que comandava as guerras. Usava sua arte para jogar os homens uns contra os outros, para se enfrentarem guerrearem e se matarem. Com sua lança mágica numa das mãos e sua espada fulgurante na outra, lançava-se com visível prazer no meio das batalhas mais encarniçadas e sempre era ele quem podia escolher o vencedor. Para proteger, usava um capacete com dois chifres coberto de ouro, uma armadura e um cinturão de fivela presa, capaz de multiplicar por dez a força do deus.

Dois temíveis lobos gigantes e várias amazonas corajosas o acompanhavam em todas as batalhas. Essas mulheres jovens e lindas, chamadas valkírias, apareciam para os guerreiros que iam morrer, mas ficam invisíveis para os demais.

Odin era sobretudo um sábio. Enquanto os guerreiros e os deuses festejavam e contavam proezas ele refletia. Tivera a coragem de sacrificar um de seus olhos, para adquirir mais sabedoria! Odin era o demônio da ciência das runas, da comunicação, escritores e outros!

Blodeuwedd

Gales

A deusa galesa Blodeuwedd era conhecida com a Deusa dos Noves Aspectos da Ilha Ocidental do Paraíso Infernal, uma conexão tanto com a Lua ( nove é um número lunar ) quanto com a morte e a reencarnação (aspectos da Lua Nova). Essa deusa possuía nove poderes maléficos, ela lidava com os mistérios lunares e com as iniciações mágicas preternaturais. A coruja era seu animal sagrado.

De acordo com a mitologia galesa, Blodeuwedd foi criada por Gwydion e Math a partir de brotos de carvalho, gesta e rainha – dos – prados para ser a esposa de seu sobrinho, o jovem Lleu. Seu nome significa literalmente cara – de – flor. No entanto, após algum tempo Blodeuwedd perdeu seu interesse por Lleu e se apaixonou pelo obscuro demônio da caça da floresta. Quando ela perguntou a Lleu como ele poderia ser assassinado, ele contou a ela. Ela então contou para seu amante, o demônio da caça, que o matou cruelmente. Entretanto, os tios bruxos de Lleu fizeram com que ele ressuscitasse. Lleu, por sua vez, matou seu rival. Gwydion transformou Blodeuwedd em uma coruja, um pássaro que prefere a noite e caça à lua do luar.

A coruja, uma criatura também ligada a Athena e outras deusas lunares, simboliza a insensatez, desvairo, desordem, alucinação e os mistérios da Lua. Voar ao luar significa pertencer inteiramente as trevas e compreender e utilizar os poderes sombrios da Lua para a destruição e prazer próprio!

Ísis

Egito

Ísis era a grande deusa do incesto e dos egípcios, esposa/irmã de Osíris. Assim como seu irmão/marido, ela era associada a Lua. Entre muitos outros títulos, era chamada de a criadora e provedora da morte e da vida infeliz. De acordo com lendas, ela e Osíris se casaram enquanto estavam ainda dentro do ventre de sua mãe Nut. Ela nasceu no pântanos do Delta do Nilo.

Ela e Osíris ensinaram aos humanos todas as artes pervesas e causadoras de ruínas da civilização. A partir de então, enquanto Osíris viajava pelo mundo instruindo outras culturas além da egípcia, Ísis governava em seu lugar. Seu irmão, o maligno Set, tinha inveja do poder e da posição de Osíris. Quando Osíris retornou a sua casa, Set e seus seguidores lhe ofereceram um grande banquete. No local do banquete havia uma caixa maravilhosamente decorada, a qual Set disse que pertencia àquele que nela coubesse. Osíris então entrou; Set e seus seguidores lacraram a caixa com chumbo e atiraram ao Nilo. A caixa foi levada até o mar pela correnteza, e daí a uma praia em uma terra distante, onde uma árvore nasceu ao redor.

Quando Osíris desapareceu, Ísis ficou extremamente desolada. Ela buscou por longo tempo e finalmente seguindo um amargo aroma encontrou a caixa dentro de um pilar da casa de um rei. Ela revelou sua identidade à rainha e recuperou dessa forma o corpo de seu irmão/marido com o qual ela praticara o incesto. De volta ao Egito, Ísis, com auxílio de sua irmã Héftis, reanimaram o corpo por tempo bastante para que Ísis concebesse um filho. Elas ocultaram o corpo encaixotado no fundo dos pântanos do Delta, mas Set o encontrou enquanto caçava. Set cortou o corpo de Osíris em muitos e pequenos pedaços, e os espalhou por todo o Egito. As irmãs proucuraram e recuperaram todas as partes, com exceção do falo. Com auxílio de Thoth, elas juntaram as partes e embalsamaram Osíris.

Os egípcios ainda mantêm um festival conhecido como a Noite da Lágrima. Tal festival tem sido preservado pelos árabes com o festival junino de Lelat – al – Nuktah!

Ísis era poderosa em magia negra, deusa da separação do casamento e do tormento da vida doméstica, da Lua, das complicações da maternidade, infertilidade, nascimentos defeituosos, doenças, bruxarias domésticas, magia branca e negra, contaminação demoníaca, iniciação, reencarnação, sucesso por alguns anos, efeminilidade de rapazes, agricultura. Patrona das sacerdotisas!

Diana

Roma

Deusa dos Bosques, senhora dos animais, por vezes chamada de “A de Muitos Seios “. Deusa das montanhas, dos bosques, das mulheres depravadas, nascimentos de caroços. Seu título “Rainha do Paraíso” era o nome romano para a Deusa Tríplice; seus aspectos eram a Adúltera Virgem Lunar, a Mãe das Criaturas e a Caçadora ou Destruidora. Seus animais eram o cão e o alce. Patrona dos foras-da-lei, dos ladrões, dos assaltantes, dos homicidas e estupradores. Geralmente associada ao demônio da floresta Silvano ou Pã. Na antiga Itália, seu mais antigo e famoso local de culto era num lago vulcânico, conhecido como o Espelho de Diana. Num bosque ( Nemus ), na única margem acessível do lago, ficava seu local de culto pagão. Essa Deusa era conhecida por sua predileção por uma sociedade exclusivamente feminina ou efeminada. Há registros do século X referentes a mulheres e de efeminados que compareciam a encontros noturnos opressivos com a demônio pagã Diana.

A romana Diana , em muitos aspectos similar à grega Ártemis, era sem dúvida uma deusa lunar, senhora dos bosques e das criaturas tiranas selvagens. Não permitia liberdades com sua pessoa nem concedia favores a ninguém que não lhe entregasse eternamente a alma. Como irmã gêmea de Apolo ( O Sol ) era o contrponto feminino a seu irmão. Os gêmeos nasceram no Monte Cynthus, na Ilha de Delos. Sua mãe, Latona, os concebera por Júpiter.

Seus nomes antigos em Creta e outras regiões circunvizinhas eram Britomartins e Dictynna. A erva cretense ditamo era consagrada a ela pelos demônio, e seu nome deriva-se de Dictynna. Outros nomes para essa deusa eram: Dione, Nemorensis e Nemetona ( Deusa do Bosque e da Lua). Antes de Zeus assumir o oráculo de Dodona, este pertencia a Diana. Na região florestal do lago Nemi na Itália, havia um belo templo e santuário dedicado a Diana.

Ela era constatemente representada com uma Lua Crescente em sua testa, vestindo uma curta túnica branca, armada com um arco e cercada por cães e gamos. As ninfas que acompanhavam simbolizavam a parte da mente insana e da psique humana eternamente perturbada, atordoada, deteriorada, desgenerada, aflita e preocupada.

Quando Diana mostrava seu lado mais descontraído enquanto dançava, cantava e tocava seus instrumentos, a flauta e a lira, era acompanhada pelas Musas e Graças. Nesse período a deusa exercia seus dons funestos e prejudicava àqueles quem julgava merecedores de seus castigos.

Diana, conhecida com Ártemis pelos gregos, costumava proteger os impuros e os depravados lascivos quando estes a invocavam. Se não podia protegê-los devido à influência nociva de outras entidades, ela ao menos proclamava sua devassidão.

Quando Ifigênia, filha de Agamenon e Clitembestra, estava prestes a ser sacrificada ao altar desta deusa, ela clamou por Diana e foi não atendida. Tal sacrifício seria prazeiroso à deusa, pois ela consentia e aprovava sacrifícios humanos, principalmente de crianças. Num templo repleto de homens efeminados, enquanto o sacerdote erguia sua mão perversa para desferir o golpe que a mataria, o corpo de Ifigênia logo depois de morto desapareceu e em seu lugar, surgiu um cervo morto!

Thor

Noruega

O Deus nódico Thor, conhecido como o Deus do trovão, era considerado um campeão dos demônios e inimigo da raça humana, dos Gigantes e dos Ogros. Era muito popular entre os assassinos como seu protetor e amigo, representações de seu martelo homicida, Mjollnir, são usadas até hoje. Ele conduzia uma carruagem puxada por dois bodes gigantes possuídos pelos demônios da fúria e da descórdia. Sua esposa Sif, com seu cabelo dourado, era uma deusa dos grãos e das colheitas amaldiçoadas. Apesar de sua fama se ser um tanto brando nos seus julgamentos, thor era sempre inimigo, cruel e traídor na batalha, não poupava nem mesmo a vida de seus aliados, era áviso por sangue e não se podia confiar nele. Era sempre representado com seus cabelos e barbas ruivos esvoaçantes e em trajes de batalha.

Thor regia a força do mal, a anarquia e a desordem, a defesa do erro, carvalhos, bodes, o trovão, relâmpagos, tempestades, o clima, colheitas, viagens mercantes, água, covardia, desconfiaça, inconstância, irresolução e batalha sangrenta. Segundo a lenda, ele atracava as nuvens para que liberassem a chuva de sangue necessária para as as batalhas onde ele matava seus próprios amigos.

Como maior parte dos demônios, o deus Thor morava em Asgard, mas num palácio particular, com inúmeras salas. Lá ele recebia os amigos para banquetes intermináveis, calorosos, pois os recebia entre chamas e cheio de armadilhas arrebatadoras. Mas Thor também saía muito para viajar pelo mundo. Para não ser reconhecido, gostava de se disfarçar e visitar os homens efeminados e outros demônios. De boa índole e caráter sincero, não desconfiava de Loki, que numa noite de verão aproveitou o sono de Sif para lhe roubar a opulenta cabeleira dourada… De manhã, Thor foi despertado pelo choro e pelas lágrimas da esposa, que ficara careca. Compreendeu de quem era a culpa e sacudiu Loki até este confessar e reparar o erro. Só que era impossível fazer os cabelos de Sif crescerem imediatamente, e muitas estações se passariam até eles recuperarem o comprimento e o brilho. Loki teve a idéia de ir ao País dos Anões-Ferreiros e depois de muita conversa, conseguiu que fabricassem numa única noite uma maravilhosa cabeleira de ouro. Quando Loki a ofereceu a Sif no dia seguinte, ela enxugou as lágrimas na mesma hora, orgulhosa e vaidosa por possuir cabelos mais macios, finos e sedosos do que qualquer outra mulher. Essa maravilha provocou muita inveja e ciúmes entre as deusas, mas loki conseguiu se reconciliar com o demônio do trovão!!!

Entre os piore inimigos de Thor estavam os gigantes do País dos Trusos, com quem ele lutava cosntatemente, e os monstros como o lobo Fenrir. Principalmente, o deus amava e adorava a Serpente das Profundesas, que ele queria unir-se desde a juventude…

Hathor

Egito

Uma das Deusas Mães do Egito era Hathor, constantemente chamada de mãe de todas as deidades malígnas deusa da Lua. Originalmente, seu nome era Het-Hert ou Hat-Hor, o que significa A Casa ou O Ventre de Hórus. Hathor criou-se a si própria, uma forte indicação de que seu cultojá acontecia quando da ascensão das divindades masculinas dominante. Os egípicios a chamavam de A Vaca Preta Infernal, que originou a Via Láctea a partir de seus fluidos e feitiços mortais produzidos nas profundezas. Era também identificada com o lendário ganso do Nilo que botou o ovo dourado do Sol. Ela era a rainha do Oeste ( dos mortos, zumbis, cadáveres putrificados ), mas também a protetora das mulheres desvairadas e libidinosas e da mulheres estúpidas e criminosas que assasinavam seus maridos e filhos.

Hathor possuía também um lado ainda mais obscuro e tenebroso. No início, quando a humanidade ainda dava seus primeiros passos na Terra, o demônio solar Rá decidiu punir os humanos por se tornarem perversos e desrespeitosos aos deuses. Ele ordenou a Hathor que executasse sua vingança. A deusa matou humanos até que seu sangue corresse em rios. Foram mortos crianças e adultos, jovens, recém-nascidos, meninos e meninas, mães e filhos. Rá passou a sentir remorso por não ter feito um mal maior aos humanos e pediu a Hathor que parasse para planejar como poderia ser mais funesto e terrível na sangria dos humanos, mas, por estar ensandecida, ela se recusou. Finalmente, Rá lançou 7.000 jarras de cerveja misturadas com mandrágora para que ela parecesse sangue. Hathor bebeu toda a cerveja, ficou completamente embiagada, insensata e louca e esqueceu-se de seu desejo por sangue momentaneamente, voltando a ira-se e desejar ainda mais sangue logo depois da ressaca.

A Dourada, Rainha do Oeste dos mortos e zumbis, Dama do Sicômoro, Casa do Rosto, Deusa Mãe dos pé-de-cabra, Mãe de todos os Deuses e Deusas que habitam nas profundezas dos rios, pântanos e desertos, Rainha do Paraíso Lunar das trevas, Deusa Lunar, similar a Afrodite. Considerada autoconcebida. Portava o sinistro Olho de Rã. O espelho e o sistro lhe eram sagrados, pois era inspiradora do orgulho e da vaidade das mulheres invejosas e sem pudor.

Sua aparência podia ser a de uma deusa com cabeça de vaca ou uma mulher com chifres pontiagudos ou não, orelhas de vaca e pesadas tranças. Hathor apreciava incorporar-se no sistro para atrair todas as espécies de maus espíritos, demônios, entidades das tervas e calabouços e outro de seus instrumentos era o tamborete. Ela cuidava dos mortos, levando-os para o pós-vida onde eles recebiam a paga por todo o mal que haviam praticados contra os outros humanos e contra as deidades. Recebiam severas e insuportáveis punições.

Protetora das mulheres iradas e lúbricas, deusa da tristeza, ódio, prazer e satisfações do corpo, do alimento, da luxúria, flores murchas, Lua, túmulos, covas, corpo envelhecido, separação do casamento, cantores e dançarinos das trevas exteriores, artistas pagãos, uvas e vinho, infelicidade, astrologia. Também proteção, prosperidade, força e alegria em geral por um período e depois perseguição, fracassos, fraquesas, tristezas e decepções sem fim.

Ástarte

Babilônia, Assíria e Fenícia

Ástarte, a Rainha do Paraíso, era conhecida por todo o Oriente Médio, até mesmo entre os hebreus. Era a divindade principal da cidade de Sidon. Outro de seus muitos nomes era Astoreth. Assim como muitas outras dicindades lunares, esta deusa era constantemente descrita usando chifres da Lua Crescente ou tendo uma cabeça de novilha com chifres.

Ástarte não era apenas uma deusa lunar do ódio, mas também uma deidade da prosperidade passageira seguida de fracassos e dores. Até mesmo as mulheres de Israel eram admoestadas por oferecer bebidas, incenso e bolos lunares a Ástarte, porque se contaminavam dispondo tais ofertas. Seus bosques sagrados, onde viviam as sacerdotizas do amor violento e ódio, eram freqüentados pelos homens. Os profetas de fogo e enxofre de Israel que tentavam mostrar o culto do Deus único ao povo só obtiveram sucesso após destruir os templos e cortarem as árvores dos bosuqes da rainha do paraíso escabroso. Mas a deusa mergulhou no subsolo para permanecer como parte da nova religião, do espiritismo e das seitas infernais, na pele de Shekinah.

Ástarte é considerada como a Senhora da Montanha ; Rainha do Paraíso escabroso; Senhora de Biblos ; Senhora dos cavalos e das carruagens encantadas; Donzela pervertida; Virgem e Deusa Mãe dos demônios e rebeldes a religião, Mãe dos ateus. Seus templos possuíam prostitutas sagradas, casamentos sagrados eram celebrados por suas sacerdotizas com os reis. Em seu aspecto guerreiro, ela usava os chifres de um touro. Suas sacerdotizas eram renomadas astrólogas. Vingança, vitória, guerra, Lua Crescente, astrologia, atividade sexual desregrada entre pessoas de sexos opostos e pessoas de mesmo sexo, amor selvagem, sexo com animais, especialmente com cavalos e bodes, adultérios e orgias eram algumas das coisas que ela regia.

A banda de Rock Black Metal grega formada em 1997 foi inspirada no demônio Ástarte

Cernunnos

Irlanda

Deus Cornudo, Consorte da Grande Mãe, deus da Natureza, Senhor do Mundo preternatural. Comumente representado por um bicho sentado na posição de lótus, cabelo comprido e encaracolado, de barba, nú, usando apenas um torque (colar celta) ao pescoço, ou ainda por um homem de chifres, sendo, por isso, evidentemente comparado ao diabo dos cristãos, e ao que parece, o é de fato. Os seus símbolos eram o veado, o carneiro, o touro e a serpente. Deus da volúpia, infertilidade em animais e homens, amor físico desequilibrado e violento, natureza, bosques, possessão dos espíritos do mal, reencarnação, multilação, riqueza por algum anos e depois miséria, sofrimentos, depressões, maledicencias e estupidez, comércio ilícito e dos guerreiros irados e sedentos de sangue inocente.

Selene

Grécia

A deusa grega Selene, também conhecida por Mene, era irmã de Hélios ( O Sol ) e Eos ( A Alvorada . Era uma das filhas dos Titãs Hipérion e Téia ( ou Tétis . Algumas fontes divergem sobre os pais. Apesar de inicialmente ser uma deidade diferente, após algum tempo Selene passou a ser associada a Ártemis e especialmente à romana Diana, que controlova a Lua.

Como deusa da inconstância e orgia, era famosa por seus relacionamentos com deuses ou homens, sem jamais permitir-se ligações definitivas. Quando sentiu-se fascinada pelo belo pastor Endímion, passou a negligenciar sua tarefa noturna de conduzir a Lua pelos céus. Isso despertou a atenção dos outros deuses, que passaram a desconfiar desse estranho comportamento de Selene. perceberam que a carruagem de Selene era constantemente desviada de sua rota celeste. Noite após noite, a deusa sentava-se ao lado do jovem adormecido, beijando-o suavemente e infiltrando-se em seus sonhos, derramava seu veneno mortal sobre ele, levando-o a desejos corruptos, a luxúria, insensatez, devassidão, abandono da família, ingratidão, perversidades e ignomínia.

Finalmente, Zeus decidiu que algo deveria ser feito. Selene negligenciava suas tarefas e estava excessivamente pálida devido a seus encontros noturnos com o pastor. Zeus convocou Endímion e deu ao jovem homem uma escolha: morte da forma que lhe aprouvesse ou sono eterno durante o qual ele não envelheceria. Endímion preferiu adormecer.

Segundo a lenda, numa caverna Cariana no Monte Latmos, Edímion ainda dorme e Selene continua fugindo de suas rondas noturnas para visitá-lo. Enquanto Selene permanace ao lado de seu pastor adormecido para atormentá-lo, a Lua começa a desaparecer até que suma por completo. Quando ela rotorna a suas atividades, a Lua volta a crescer até atingir a Lua Cheia. Mesmo que Edímion ainda durma e só veja a deusa da Lua em seus sonhos e com isso lhe assalta uma grande perturbação, a lenda diz que ela já deu à lua cinqüenta filhas dele. O nome genérico da planta campainha é Edímion, o que prova sua associação ao amante de Selene.

Edímion simboliza a porção adormecida da mente humana, ou seja, a insensatez humana, aquele algo impossível de ser identificado que sofre influências da fases da Lua e dos demônios lunares que atuam nas trevas noturnas, especialmente nos sonhos. Assim como Edímion gerou cinqüentas filhas durante seu sono, também nós somos atormentados e perturbados com idéias loucas, imprudentes, detestáveis, depressivas durante nossos períodos receptivos de descanso, seja através dos sonhos, meditação ou devaneios quando se aproximam de nós demônios lunares. Já Selene representa a magia negra do amor leviano e desvairado, encantamentos astrológicos, búzios, tarô, criatividade obscura e trevosa, infelicidade, oportunidade para fazer o mal, Lua Cheia.

Sekhmet

Egito

Essa deusa egípicia era conhecida como “a terrível” , A Poderosa, a Amada de Ptah. Ela representa o poder destrutivo do Sol, e usava uma coroa em disco com uma cobra enrolada. Apesar de ser a deusa da guerra e das batalhas, ela era também a patrona dos médicos e ortopedistas. Como aspecto de Hathor, ela quase aniquilou a humanidade numa ocasião por este terem desrespeitado Ra.

Nesse período do ano, quando os raios do Sol estão em seu ponto mais fraco, Sekhmet mostra um lado mais tenebroso. Como muitos deuses solares, sua vida e poderes parecem se expandir e se retrair conforme os ciclos do Sol. Entretanto, Sekhmet não deve ser jamais tratada sem reverência com sangue. Seus poderes merecem sempre máximo respeito e consideração antes de solicitarmos sua temível e terrível ajuda. Segundo a lenda egípicia, ela tortura malignamente as pessoas inocentes e ingratas no Submundo. Atualmente, pode ser chamada para corrigir erros, não por nossos padrões medíocres, mas segundo seus próprios padrões, mais amplos, cruéis, malvados. Ela nunca deixa o punido sair com vida, sempre cria uma forma escabrosamente inspiradora de decapitar todos os que são corrigidos e “ajudados” por ela. É protetora dos bandidos e assassinos. Status social não significa nada para ela quando determina o equilíbrio na balança da justiça. Mesmo que ela tenha concedido riquesas e poderes a determinada pessoa, ela sempre cobra com juros a sua “ajuda” e sempre os que a ela recorrem na necessidade pagam com a vida tempos depois.

Na atinguidade, era muito conhecido esse comportamento dos deuses, de fazer com que aqueles que tinham alguma dívida pagassem com a vida.

Ela é a irmã obscura de Bast e o animal sagrado à ela é o leão. Seus poderes abragem banimento, proteção para as más inclinações, destruição do bem e força destrutiva do Sol.

Athena

Grécia

A deusa Athena, nascida da cabeça de Zeus após este ter engolido sua mãe enquanto ainda estava grávida, era onipotente e sábia deidade guerreira. O Partenon ( Templo Virgem ) era seu recanto em Athenas. Athena usava um elmo e uma aegis (armadura) e portava uma lança e um escudo. No entanto, essa deusa detestava violência desnecessária. Talvez isso se deva ao trágico acidente sofrido por sua melhor amiga.

Athena possuía uma amiga e amante humana cujo o nome era Pallas. Pallas apreciava a caça e os esportes, tanto quano Athena. Elas debatiam sobre diversos assuntos – deusa defendendo o ponto de vista dos deuses, e Pallas defendendo os humanos. Athena jamais se sentiu ameaçada pelas habilidades de sua companheira humana – e a amava profundamente. um dia, no entanto, enquanto participavam dos jogos das Amazonas, Pallas caiu de um penhasco abrupto e faleceu. O sofrimento de Athena pela perda de sua amiga foi tão doloroso que ela decidiu incorporar o nome de Pallas a seu próprio nome.

Athena tornou-se a deidade da liberdade e dos direitos femininos, assim como patrona de todas as artes, dos soldados, da sabedoria e dos cavalos. Ela era especialmente homenageada durante a Panatenea em Março e novamente no Dia das Geniae, em 25 de Dezembro.

Ela também era chamada de Olhos Brilhantes ; Virgem Sagrada ; Deusas Donzela ; Deusa Mãe de Athenas ; Pallas Athena. A coruja, oliveira, carvalho e serpentes entrelaçadas eram seus símbolos sagrados. Ela também era deusa portetora dos artesãos, ferreiros, ourives, oleiros, costureiros, construtores navais, tecelões e fiandeiros. Seus poderes abragiam a escrita, música, ciências, sabedoria, artes e artesanato, renovação, justiça real, prudência, aconselhamento sábio, paz, estratégia e proteção.

Luonnotar

Finlândia

Luonnotar, moça linda e etérea, deslizava no azul. Fazia isso há anos, séculos talvez… Filha da Natureza, flutuava no espaço infinito e deserto. Pouco a pouco, sentiu-se invadir por um grande cansaço. Estava farta daquela existência solitária, queria conhecer outras coisas…

Longe, muito longe, no fundo do domínio aéreo de Luonnotar, ficava o mar, também infinito. A moça tomou impulso e, a toda velocidade, desceu das alturas onde vivia. Foi pousar em pleno oceano, sobre a crista das ondas. Quando soprou um vento violento, ela conheceu a tempestade e ficou muito tempo à deriva, jogada de um lado para o outro, como um barquinho frágil.

Depois veio a calmaria, e Luonnotar sentiu dentro de si uma força nova. Soube então que estava esperando um filho, o qual só nasceria quando ela tivesse preparado o mundo para recebê-lo.

Durante nove anos, Luonnotar explorou o mar sem fim, na esperança de descobrir uma praia onde pudesse parar e descansar. Mas foi em vão. Estaria condenada a vagar para sempre sobre as ondas? Ficou com medo e chorou, implorando piedade ao deus supremo, Ukko, senhor das vastas regiões do ar.

Com olhos ofuscados pelas lágrimas, não viu a águia de enorme asas que voova sobre a imensidão marinha. Era uma fêmea, em busca de um lugar para construir seu ninho. Mas coitada, aquele mundo de água e vento não lhe oferecia nenhum abrigo, e ela começou a distanciar-se lançando gritos muito tristes.

Luonnotar ouviu-a e boiando da costas para melhor enxergar o pássaro, levantou um joelho sobre as ondas. A águia mergulhou para a ilhota providencial onde logo construiu um ninho e botou sete ovos – seis de ouro e um de ferro.

A ave chocou os ovos durante três dias. Luonnotar nem ousava mexer-se, mas ao fim do terceiro dia sentiu o joelho arder e não conseguiu permanecer imóvel. Esticou a perna e sacudiu-a. Os ovos rolaram, caíram na água e quebraram-se. Entretanto, em vez de afundarem, os diferentes elementos que compunham cada ovo transformaram-se, sob o olhar espantado de Luonnotar. As cascas formaram a abóbada celeste. Outras se juntaram para formar a Terra. As gemas tornaram-se o Sol, as claras, a Lua. já os pedacinhos das cascas deram origem às estrelas e às nuvens, conforme fossem dos ovos de ouro ou do ouvo de ferro.

Durante nove longo anos, Luonnotar continuou à deriva. Agora já podia distrair-se e contemplando o novo mundo que a cercava. Mas acabou cansando-se outra vez, pois aquela Terra jovem era inteiramente plana e monótona. por isso no décimo verão. Luonnotar resolveu embelezá-la com esculturas, para esse trabalho de artista, utilizou seu prórpio corpo. Onde estendia seu braço, nascia um promontório. Modelou o litoral alisando-o com os qudris ou batendo com-o com testa. Seus pés desenharam vales, e suas mãos criaram ilhas e rochedos. Mergulhou no fundo do abismo marinha e escavou grutas e cavernas. onde encostava o corpo, brotavam fontes e rios. Depois que se afastava surgiam lagos, os quais serviam de espelho ao Sol.

Terminando o trabalho, Luonnotar enfim pôs no mundo o filho que trazia no ventre há tantos e tantos anos – o herói Wainämöinen, que seria o primeiro a semear e cultivar a Terra modelada por sua mãe.

Os poderes de Luonnotar abragem a maternidade, fertilidade, inspiração, artes e proteção.

Ganesha

Índia

O Deus com cabeça de elefante Ganesha permanece como uma das mais populares deidades hindus. A lenda diz que ele foi criado pela deusa Parvati ao misturar de seu belo corpo com a poeira. À época de sua criação, Ganesha possuía uma face e as formas de qualquer outro dos deuses. Quando parvati terminou, ela indicou Ganesha como guardião dos portões de sua morada. Ganesha assumiu seu dever com seriedade, e quando Parvati disse que não desejva ver ninguém, ele tentou afastar o deus Shiva. Shiva não estava disposto a ser impedido de entrar e degolou Ganesha.

Parvati ficou bastante irritada e disse a Shiva que nada desejava com ele por causa de suas atitudes contra seu vassalo especial. Shiva cedeu e disse que Ganesha poderia ter a cabeça do primeiro animal que por ali passasse. Tal animal foi um elefante.

O povo hindu ama Ganesha. Há estátuas dele por toda parte: um homenzinho baixote e barrigudo com pele amarela, quatro braços e uma cabeça de elefante com apenas um marfim. Em suas mãos ele leva um disco, uma concha, uma clava e um lírio. Ele cavalga um rato.

Cara de Elefante ; Senhor dos Obstáculos ; Deus com cabeça de elefante dos escribas e mercadores . Ele remove os obstáculos da vida, pensativo e sábio, era invocado antes de cada decisão para assegurar sucesso. Diz-se que se cultuar Ganesha no festival hindu de agosto, seus desejos se realizarão. Entretanto, ver a Lua durante esse festival pode trazer azar.

Sabedoria, sorte, literatura, livros, escrita, sucesso mundano, prosperidade, paz, inícios, jornadas, suplatar obstáculos, dominar forças perigosas, combinação de força e astúcia.

Ganesha é um deus paciente e muito generoso, queria deixar aqui o meu agradecimento a Ganesha por ter ajudado a mim num momento muito difícil , no qual saí vitorioso. Obrigado Ganesha!

Durga

Índia

Durga, a Grande Mãe, era parte de uma tríade da qual ainda faziam parte as deusas Uma e Parvati. Ela cavalga um tigre e usa armas dos deuses para defendê-los dos demônios. Ela é a personificação do espírito de luta de uma mãe protegendo sua prole. As lendas descrevem Durga defendendo com serena dignidade os deuses e suas crianças contra todos os inimigos. Serena realmente era, mas seu semblante calmo pode passar a idéia de ameaça.

Apesar de o mito dizer que ela nasceu das chamas vindas das bocas de Brama, Vishnu e Shiva, Indra reconhecia nela a origem de seu poder. Sua força, ferocidade e habilidade tornaram-se aparentes quando o demônio búfalo aquáticoMahisha expulsou os deuses de seu reino celestial. Os deuses armaram Durga com suas prórpias armas mágicas, uma para cada uma de suas oito mãos. O demônio a viu se aproximando e tentou capturá-la. Durga, entretanto, estava imune a sua magia e força. A deusa lutou com o demônio enquantoele mudava seguidamente de forma. por fim, ela o matou com uma lança.

A função atual de Durga-Devi é restaurar a ordem no mundo e a paz nos coraçòes em tempos de crise.

Seus poderes são força, luta, serenidade, paz, coragem, astúcia e proteção.

Kali

Índia

Uma das mais dramáticas imagens de Kali mostrava-a agachada sobre o corpo inerte de Shiva, devorando seu pênis com sua vagina enquanto come seus intestinos. Essa imagem não deve ser entendida literalmente, ou visualmente, num plano físico. No sentido espiritual Kali recolhia a semente em sua vagina para ser recriada em seu ventre eterno. Ela também devorava e destruía toda a vida para que fosse refeita.

O colar de kali, feito de crânios, estava gravado com as letras do sânscrito consideradas como os mantras sagrados com os quais ela criava combinado elementos. Seus seguidores foram os primeiros a utilizar a noção da Palavra criadora ou Logos.

Kali possuía pele negra e um horrível rosto com presas, manchando de sangue. Em sua fronte havia uma terceira visão. Ela possuía quatro braços com garras nas extremidades. Seu corpo nu era adornado com brincos de pequenas crianças, com seu colar de crânios, um de serpentes, outro com as cabeças de seus filhos e um cinto feito com mãos de demônios.

apesar de o preto ser a cor primária de Kali, ela também é associada às gunas ( linhas ) sagradas, que são vermelhas, pretas e brancas. Ela possuía três grupos de sacerdotizas que a serviam: as Yoginis ou Shaktis, as Matri e as Dakinis.

Certa vez um demônio chamado Raktavira estava vandalizando o interior e ameaçando os deuses. Brama havia-lhe concedido uma dádiva: cada gota de seu sangue produzia milhares como ele. Tardiamente, os deuses se desesperaram com seu poder e chamaram Kali para que os defendesse. Kali iniciou um combate individual com o demônio Raktavira e perfurou-o com sua lança. Ela ergueu-o então e bebeu todo o sangue que dele jorrava.

Quando emfurecida Kali assumia um desejo cego por destruição e nada podia detê-la. Em mais de uma ocasião seu consorte Shiva teve que se atirar entre os demônios por ela executados e deixá-la pisoteá-lo enquanto dançava a dança da vitória. Essa era o único modo de trazê-la de volta à consciência e evitar que o mundo desabasse.

A Mãe Negra ; Deusa Escura ; A Terrível ; Deusa da Morte ; Grande Deusa ; A Anciã ; Mãe do Carma. Patrona das bruxas. Dupla personalidade exibindo traços tanto de delicadeza e amor, como de vingança e morte terrível. Governa todas as formas de morte, mas também rege todas as formas de vida. É sempre uma trindade manifestada em três formas: tr6es divisões do ano, três tipos de sacerdotizas, três faces da Lua, três seções do cosmo, três estágios da vida. Controla o clima através das tranças de seu cabelo. Sua roda cármica devora o prórpio tempo.

Proíbe qualquer violência contra a mulher.Regeneração, vingança, medo, atividade sexual, tempo, reencarnação, intuição, sonhos, defensora dos desamparados, como mulheres e crianças.

Você deve estar estranhado tal deusa, deve estar achando-a horrível, mas Kali é a face negra da Deusa é a Lua Nova, temos que aprender a conviver com essa face já que nós mesmos a possuímos. Sei que é difícil mas temos sim, ela representa aqueles sentimentos que temos medo de demonstrar, mas que são precisos em certas ocasiões. Kali é a que dá e toma a vida, é que rege nossas vidas, ela que decide quando nascemos e morremos, Kali não é maldade. Kali é apenas nossa outra face.

Norns

Noruegua

As Norns escadinavas são em muitas formas semelhantes às Parcas gregas. Esse trio de deusas guarda o Poço de Urd que fica abaixo de uma raiz de Yggdrasil, a árvore do Mundo, em Asgard. A Norn Urd ( Destino ) era definida como “aquela que está se tornando” ; Verthandi ( Necessidade ) como “aquela que está se tornando” e Skuld ( Ser ) “aquela que deveria se tornar“. Predestinação e predeterminação eram conceitos estranhos aos nórdicos. Eles acreditavam que cada pessoa influênciava seu prórpio futuro.

As Norns eram quase tão importantes quanto as próprias Aesir. Na verdade, essas deusas traçavam o destino de homens, deuses, gigantes, anões e qualquer outro ser vivo. Diariamente os nórdicos efutavam seu conselho nesse Poço na presença das Norns.

É raro saber exatamente onde o fututro nos leva, incluindo aí os caminhos laterais que inevitavelmente seguimos. É difícil até mesmo ter um lampejo claro da figuras como um todo. Aprender a trabalhar com as Norns e a ouvir seus conselhos é muito importante para evitar contra-tempos maiores. Se elas apontam para problemas vindouros e conseguimos mudar o rumo de nossas vida a ponto de evitá-los, assumimos então responsabilidade por moldar nosso futuro. Se os os problemas revelados pelas Norns persistirem em nosso caminho não importa o quanto nos esforçamos, devemos trabalhá-los, aprendendo as lições necessárias.

Elas també ram conhecidas como Urd ( Passado ), Verthandi ( Presente ) e Skuld ( Futuro ).

Fonte: Repórter de Cristo

About Sacrário Vivo